terça-feira, 18 de março de 2014

Priorado Magistral do Rio de Janeiro celebra Missa In Memoriam pelo transcurso do 700º aniversário de execução de F. Jacques de Molay

Em cerimônia realizada às 11:00 horas na Igreja da Irmandade da Santa Cruz dos Militares, o Priorado Magistral do Rio de Janeiro, da “ORDO SUPREMUS MILITARIS TEMPLI HIEROSOLYMITANI – OSMTH” – Porto – PT. fez celebrar Missa “In Memoriam” pelos transcurso do 700º Aniversário de sua execução.

        Entendemos a ausência da maioria dos Associados e integrantes da TempleBrasil em função do horário em dia útil e também devido ao fato de residirem em outros Estados. Não obstante, como Templários autênticos julgamos cumprido o nosso dever não só de guardar luto por esse dia, como preconiza nossos Estatutos, como também relembrar as principais causas que levaram ao triste fim o nosso 23º Grão Mestre – F. Jacques de Molay e, por fim, clamar, a título de Justiça, o reconhecimento da Ordem como integrante da Igreja, tudo dentro dos limites jurídicos e canônicos possíveis nos dias de hoje.

        Abaixo as palavras do Prior na Homilia:

 

“Autoridades Civis, Militares e Religiosas,

Irmãos Templários e Simpatizantes do Templarismo Moderno,

Senhoras e Senhores.

 

Saudações a todos e o nosso muito obrigado por comparecerem a este ato religioso que o Priorado Magistral do Rio de Janeiro, da “Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani – OSMTH” – Porto – PT faz celebrar  “In Memoriam” do martírio de nosso 23º Grão Mestre – Frère JACQUES DE MOLAY, ocorrido 700 anos atrás, exatamente neste dia, em Paris, França.

 

Conta-nos a história que os motivos que levaram o reino da França a decretar a prisão de seus líderes e a dissolução da Ordem do Templo, foram as heresias e a má conduta moral dos Templários. Pontos esses que desviavam a atenção do povo, que cultivava grande simpatia e respeito pelos Templarios, da dívida que o reino tinha para com a Ordem, que estava financiando a guerra contra a Inglaterra. Como não tinha como pagar, a solução foi a dissolução da Ordem, pois não existindo mais o credor não existiria mais a dívida. Mas esse foi só um dos motivos.

 

Outro dos principais motivos, do qual pouco se fala, foi o de que a Ordem estava incomodando o Estado francês com suas medidas de caráter social. Além do sustento das famílias dos Cavaleiros mortos em combate, implantou na Europa o sistema de irrigação, as cooperativas de agricultores e de moleiros, construção de vilas operárias em suas terras entre outras, medidas essas que poderiam levar o povo que cultivava as terras do reino a reivindicar as mesmas ao Rei.

 

Mas, o principal motivo foi a proposta feita pela Ordem de que se criasse um Órgão supra reinos que zelasse pela paz e a harmonia mundial, sem poder para interferir nos atos e negócios dos reinos, mas com poder de punição em casos de transgressão a determinadas regras. Ou seja, uma autoridade sinárquica, o que vem a ser hoje a ONU – Organização das Nações Unidas. Tal proposta causou grande inquietação em todos os reinos da Europa, pois viram o poder absoluto que exerciam ser ameaçado. Viram que a única organização que poderia assumir esse novo órgão era somente a Ordem do Templo, contra a qual nenhum reino tinha exército suficiente para enfrenta-la. Na verdade, a Ordem já era um poder acima dos outros reinos, devendo obediência somente ao Papa. A Igreja que à época tinha sua sede na cidade de Avignon – França, tendo sido a Ordem desbaratada, nada pôde fazer a não ser concordar com as decisões do Rei sob a ameaça de ser expulsa do território Francês. Essa, foi, a nosso ver, a principal causa da humanidade ter assistido tão injusta e despropositada execução.

 

Assim, Irmãos, como não podemos voltar ao passado e reconstruir os fatos, resta-nos tirar uns bons momentos para refletir sobre tão lamentável e vergonhoso episódio da história da Humanidade. Como estaria o mundo hoje não fosse a Ordem dissolvida? Teríamos tido tantas guerras e desgraças desde então? Haveria melhor distribuição de bens e riquezas? Haveria melhor educação e condições de vida para os menos favorecidos? Haveria menos fome no mundo?

 

A Ordem foi oficialmente dissolvida e desbaratada. Foram 700 anos de clandestinidade em que a força de seus princípios e ideais fizeram que sobrevivesse até os dias de hoje.

 

A “Ordo Supremus Militaris Templi Hieorosolymitani – OSMTH” – Porto – PT é uma Ordem Ecumênica Cristã, sucessora autêntica da Ordem do Templo de Jacques de Molay através de cadeia ininterrupta de transmissões e que, como tal, à vista das injustiças perpetradas e “IN MEMORIAM” pelos benefícios que trouxe para a humanidade, aguarda o reconhecimento de sua autenticidade pela Igreja, tudo dentro dos limites jurídicos e canônicos possíveis nos dias de hoje.

 

A ORDEM DO TEMPLO VIVE.”

 

 

Priorado Magistral do Rio de Janeiro

F. João José Baptista Neto – M.C.

                Prior

 

 

 

 

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