terça-feira, 11 de junho de 2013

Papa Francisco reconhece corrupção na Cúria Romana

Comentário:

 

            Reproduzo abaixo matéria publicada no Site de Notícias do Yahoo, de autoria da Agência AFP.

 

            Finalmente vislumbra-se no horizonte a aurora de uma nova era na Igreja Católica Apostólica Romana.

            O simples fato de reconhecer a existência de correntes contrárias ao verdadeiro Cristianismo dentro da Igreja com práticas de favorecimento e de chantagens para obtenção de vantagens econômicas e progresso dentro do próprio clero, seja de que forma for, já é um grande progresso.

            Somando-se a isso as atitudes e declarações corajosas do Papa Francisco, nos dá, a todos os católicos, a grande esperança de vermos novamente uma Igreja da qual possamos sentir orgulho de pertencer, e não envergonhados pela sucessão de escândalos que infelizmente vinham acontecendo.

            Essa é a Igreja que queremos e, como Templários que somos, voltaremos a exercer o papel que a História nos reservou – o de lutar (com a palavra e a escrita) em defesa da fé Cristã e de uma Igreja pobre de riquezas e ostentações, porém rica de virtudes.

 

Arauto do Templo.

 

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Papa reconhece corrupção e 'lobby gay' na Cúria Romana

 

Por Por Kelly VELASQUEZ | AFP

 

 

 

O Papa Francisco falou, pela primeira vez, em "uma corrente de corrupção" na Cúria Romana, governo central da Igreja, bem

 

como na existência de um influente "lobby gay", segundo o site católico progressista latino-americano Reflexión y

 

Liberación, o que leva a crer que o pontífice prepara mudanças profundas na máquina do Vaticano.

 

"Na Cúria há gente santa, de verdade, há gente santa. Mas também há uma corrente de corrupção, também há, é verdade",

 

admitiu o Papa em uma audiência concedida no dia 6 de junho aos líderes da Confederação Latino-Americana e Caribenha de

 

Religiosas e Religiosos (CLAR).

 

"Hoje se fala de 'lobby gay' e é verdade, ele existe... é preciso ver o que podemos fazer", acrescentou o pontífice ao se

 

referir ao sistema de chantagens internas baseadas em fraquezas sexuais, denunciado pela imprensa italiana em fevereiro.

 

Segundo uma síntese do encontro de uma hora, publicada pelo site, Francisco reconheceu que é uma pessoa "muito

 

desorganizada" para realizar a reforma da Cúria Romana, exigida por "quase todos os cardeais".

 

"Sou uma pessoa desorganizada, nunca fui bom nisso. Mas os cardeais da comissão vão levá-la adiante", afirmou.

 

Um mês depois de sua eleição em março como primeiro Papa latino-americano e jesuíta da história, Francisco designou um

 

grupo de oito cardeais para assessorá-lo na reforma do governo central da Igreja, sacudida por uma série de escândalos por

 

corrupção e intrigas.

 

Entre os oito cardeais aparecem o hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa, presidente da

 

Caritas Internationalis, conhecido por suas posições a favor de uma renovação do governo central da Igreja, e o chileno

 

Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo emérito de Santiago do Chile, profundo conhecedor da engrenagem vaticana.

 

Os cardeais se reunirão pela primeira vez em outubro.

 

"A reforma da Cúria Romana é algo que quase todos os cardeais pediram nas congregações anteriores ao conclave. Eu também a

 

pedi. A reforma não pode ser feita por mim...", explicou Francisco.

 

Perguntado sobre as declarações do Papa, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou que se tratou de uma

 

reunião privada, sem dar maiores detalhes.

 

Se tais declarações forem confirmadas oficialmente, esta terá sido a primeira vez que o Papa argentino falou de forma tão

 

franca e clara das revelações e escândalos sobre a suposta trama de corrupção, sexo e tráfico de influências no Vaticano

 

denunciada pela imprensa.

 

As escandalosas denúncias, publicadas por dois importantes veículos de comunicação da Itália - o jornal La Repubblica e a

 

revista Panorama - indicavam que o papa Emérito Bento XVI decidiu renunciar ao cargo depois de receber um relatório

 

ultrassecreto de 300 páginas sobre o tema.

 

No relatório, entregue a Francisco por Bento XVI poucos dias após sua eleição, em 13 de março, são descritas as disputas

 

internas por poder e dinheiro, assim como o tráfico de influências internas com a homossexualidade.

 

Francisco, que, segundo o site, tratou os religiosos da CLAR como iguais, sentando em círculo com eles, falou também da

 

influência de algumas congregações e do dinheiro que administram.

 

A gestão do dinheiro da Igreja é um tema que também foi abordado pelo Papa nesta terça-feira na homilia da manhã na capela

 

de sua residência no Vaticano.

 

"São Pedro não tinha conta no banco", disse ao defender novamente a ideia de uma "igreja pobre" que rejeite a mentalidade

 

empresarial.

 

Tudo parece indicar que o Papa tomou um tempo de reflexão antes de iniciar profundas reformas na Cúria Romana, cujos

 

mecanismos não conhece, já que atuava como arcebispo de Buenos Aires.

 

O momento crucial destas mudanças será quando designar o novo secretário de Estado, em substituição ao cardeal Tarcísio

 

Bertone. O secretário é o braço direito do pontífice, que por tradição administra os temas mais complexos do papado.

 

Segundo um importante prelado, vários organismos da Cúria serão fundidos e o Papa seguirá os conselhos de Bento XVI, que

 

não conseguiu realizar a reforma que havia elaborado baseado em sua experiência de 25 anos dentro da maquinaria vaticana.

 

 

 

Matéria extraída do site do Yahoo, em 11.06.13.

 

 

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