segunda-feira, 12 de abril de 2010

Comentário sobre o Convento de Almeria

Agradecendo nosso leitor de Portugal, Sr. Paulo Sérgio, os Comentários abaixo que ora reproduzo.

 

Arauto do Templo

 

Abaixo reproduzo E-mail de nosso Leitor a respeito da oportunidade do Manifesto de Almeria, de 20.03.10, da OSMTJ, recentemente distribuido e publicado.

Além de muito bem escrito, aborda com extrema felicidade todos os pontos do dito Manifesto ressaltando os aspectos que levaram nossa sociedade ao processo de degradação cada vez mais acelerado em que se encontra, e o que deve ser feito para se reverter tal situação.


 

COMENTÁRIOS AO ENCONTRO DE ALMERIA

 

Boa tarde Fr. João Baptista Neto!

 

Reitero o meu agradecimento a si, pelo envio, em tempo devido, do comunicado produzido em Almeria aquando do encontro da OSMTJ sobre a valorização moral e ética das sociedades contemporâneas.

 

É já antiga esta crescente desespiritualização causadora da inerente desvalorização moral e ética das populações mundiais, que se tem arrastado ao longo das últimas décadas, fruto de uma encruzilhada entre duas eras que sendo sequenciais, revelam, entre si, diferenças abissais e que por essa razão devem ser observadas de maneira diversa.

 

Note-se que estamos em período de transição entre a remota era do signo de Peixes e a nova era do signo de Aquário, esta mutação gradual acarreta transformações profundas que se fazem sentir nas gerações vindouras.

 

Porém, essas alterações quase imperceptíveis conscientemente, não devem alimentar posturas levianas nem grosseiras face a símbolos cristãos ou outros, representativos dos valores eternos do Espírito que merecem a devida veneração, a despeito da conduta humana que pela sua pequenez e incapacidade espiritual, muito tem prejudicado ou destruído em nome de tais referências simbólicas.

 

O desrespeito pelos testemunhos figurativos religiosos denota, por um lado, a incongruência de muitos responsáveis eclesiásticos, por outro, a avidez exclusivamente aquisitiva e imediatista que esmaga qualquer outra postura que abdique desse comportamento, entendido como desvio ás regras que os interesses materialistas matizam no nosso viver diário.

 

Também a separatividade ideológica alicerçada em cores político-partidárias tem cimentado a mesquinhez humana, etiquetando as diferenças de pensamento como perigosas manifestações oponentes, causadoras de inquietantes ameaças à estabilidade de um sistema que, por si só, já tem revelado sintomas de profunda perversidade.

 

E não falemos apenas de governos, demos também atenção aos pequenos/grandes núcleos sociais, antagónicos aos governos estabelecidos e vejamos, neles igualmente, atitudes pouco consentâneas na dignificação da pessoa humana e da sua legítima inserção social, isenta de máculas ou de obstáculos preconceituosos.

 

Tudo tem sido causas mais que reais para a degenerescência das sociedades no plano espiritual, isto para não falarmos de intelectuais, artistas ou falsos espiritualistas/gnósticos/esotéricos, muitos deles responsáveis pela decadência total do ser humano nos capítulos da moral e da ética.

 

A modificação deste estado de coisas passa, obrigatóriamente, pelo enaltecimento do Bem, premiando tudo o que por bem é produzido em prol da dignificação do homem e rejeitar frontal e inequívocamente, o que produz efeitos nocivos via atitudes menos exemplares e de cunho marcadamente materialista.

 

Assim recuperaremos verdadeiramente a Ética e uma Nova Moral em defesa do bem estar de todos, respeitando as diferentes idiossincrasias do OM ao AMEN.

 

Atenciosamente

Paulo Sérgio  

 

Extraído do Grupo Coração Templário

 

 

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