sábado, 5 de dezembro de 2009

Dilma sinaliza que eleição em Honduras terá de ser considerada

Comentário:

 

A situação parece bem simples.

Se a eleição foi realizada dentro do período normal constitucional (60 dias antes do término do mandato do Presidente em exercício), não há o que se discutir, é válida e tem que ser acatada. A vontade do povo independe do ocupante do cargo no momento da eleição. E se o ex-governante tivesse morrido em consequência do golpe, o país ficaria na ilegalidade para sempre?

No meu entender, de fato houve um golpe de estado com o qual o Brasil não concordou, e deve permanecer firme nessa posição; porém, de agora em diante, é coisa passada, um registro histórico.

 

Ass.: Arauto do Templo

 

Dilma sinaliza que eleição em Honduras terá de ser considerada

 

REUTERS

 

SÃO PAULO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sinalizou nesta sexta-feira que a eleição presidencial do último domingo em Honduras terá de ser considerada, contradizendo a posição defendida anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Brasil, a Argentina e a Venezuela, entre outros países, consideraram o processo ilegítimo. O presidente Lula afirmou que somente reconheceria o vencedor Porfírio Lobo se o presidente deposto, Manuel Zelaya, fosse restituído ao cargo antes do pleito, o que não aconteceu.

"Nós não estamos com Honduras, nós não estávamos discutindo eleição. Nós estávamos discutindo golpe de Estado. Há uma diferença muito grande entre uma coisa e outra", disse Dilma em reportagem veiculada no Jornal Nacional, a bordo de um trem na Alemanha, onde acompanha Lula em uma visita.

"Uma coisa é um golpe. Outra coisa é a discussão (eleitoral), tanto é que eu acho que esse novo processo vai ter de ser considerado", acrescentou a ministra, dizendo que o Brasil deve continuar condenando o golpe que derrubou Zelaya.

"Houve uma eleição. Agora, nós divergimos, que continuamos divergindo, é em chamar o governo do (Roberto) Micheletti de algo que não fosse um golpe de Estado", disse a ministra.

Zelaya foi deposto e expulso do país por forças militares em 28 de junho depois de irritar as elites hondurenhas por causa de sua aproximação com o governo da Venezuela e de suas tentativas de reformar a Constituição e disputar um novo mandato. O governo de facto é liderado por Roberto Micheletti.

Nesta sexta-feira, o presidente deposto, que está abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa desde que voltou clandestinamente a Honduras, em 21 de setembro, pediu em carta aos governos da América Latina e dos Estados Unidos que não reconheçam a eleição presidencial por ter sido organizada por um governo golpista.

(Texto de Bruno Marfinati)

 

 

 

2 comentários:

  1. Acredito que o governo hondurenho pecou em deixar fugir o zelaya.Tinham tudo nas mãos, pois ele tentava fraudar a constituição hondurenha,porém deixaram pano nas mangas ao deixa-lo sair do pais, agora ele volta, e quer voltar ao poder.MAis um Facista tentando voltar ao poder

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  2. Olá Pedro,

    O Zelaya não fugiu, ele foi apanhado em casa de madrugada e levado para fora do país pelas forças militares. Portanto, foi expulso. O problema todo nessa questão é que a Constituição de Honduras considera ilegal a tentativa de mudança da Constituição se não for através de Assembléia Constituinte. O que o Zelaya estava tentando fazer era conseguir a mudança (permitindo reeleição) através de plebiscito, como o fez Chaves na Venezuela.
    Ass.:Arauto do Templo

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