terça-feira, 24 de novembro de 2009

Aquecimento do planeta pode chegar a 7 graus até 2100

Comentário sobre a matéria abaixo

 

É bem verdade que não estaremos mais aqui quando isso tudo acontecer...,se acontecer.

Digo se acontecer, não duvidando da exatidão ou do mérito dos cientistas envolvidos no acompanhamento dos fenômenos, e sim, acreditando que essa geração e as próximas de governantes mundiais não deixarão isso acontecer. Infelizmente, não acredito que medidas sérias e concretas serão tomadas em caráter conjunto antes de 15 a 20 anos, quando os Governantes se convencerem de que os fenômenos são consequência principalmente da emissão de gases poluentes.

No meu entender, parece que essa ideia de que somente a emissão de gases possa ser responsável por tudo isso ainda não amadureceu na cabeça dos políticos. Continuam achando que é uma  bandeira levantada pelos países mais pobres  para que os mais ricos diminuam seu ritmo de crescimento, e aí eles tenham mais oportunidade de crescimento.

Enquanto houver essa disputa de interesses nenhuma negociação irá adiante. É necessário que a ONU intervenha com rigor assumindo seu papel de conciliadora para o bem comum, e que seus integrantes que tenham poder de veto abram mão dos mesmos, para que se chegue a um consenso sem privilégios. É uma questão de segurança de todas as nações. É uma questão de segurança do nosso planeta. Não temos para onde nos mudar!!!

 

Ass.: Arauto do Templo

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Aquecimento do planeta pode chegar a 7 graus até 2100

PARIS, França (AFP) - O aquecimento do planeta pode ser pior que o previsto e corre o risco de chegar a 7 graus centígrados até 2100, segundo um grupo de 24 especialistas em clima que destacaram, antes da Cúpula de dezembro em Copenhague, a necessidade de ações rápidas e eficazes.

O Instituto de Pesquisa sobre os Impactos do Clima de Potsdam, na Alemanha, publicou nesta terça-feira um documento de 64 páginas que sintetiza os trabalhos científicos sobre aquecimento global divulgados desde o quarto relatório (2007) do Painel Intergovernamental de especialistas sobre a mudança climática (IPCC), e que inclui um apelo à ação imediata.

"A temperatura média do ar deve aumentar entre 2ºC e 7ºC até 2100 em relação ao período pré-industrial", afirmaram os autores do documento.

O aumento de 40% das emissões de dióxido de carbono (CO2) entre 1990 e 2008 torna mais difícil atingir a meta fixada pelos dirigentes de alguns países industrializados e emergentes de limitar a dois graus o aquecimento do planeta.

"Cada ano de atraso na ação aumenta as possibilidades de o aquecimento ultrapassar os 2ºC", advertiram os estudiosos.

Segundo Hans Joachim Schellnhuber, diretor do Instituto de Potsdam e membro do IPCC, o relatório é um último apelo dos cientistas aos negociadores dos 192 países que devem se encarregar de discutir a proteção do planeta em Copenhague de 7 a 18 de dezembro.

"Eles devem saber a verdade sobre o aquecimento do planeta e os riscos sem precedente que isso implica", destacou Schellnhuber.

Aos que ainda duvidam da origem humana do aquecimento, o documento de Potsdam lembra que, no primeiro quarto do século XX, as temperaturas médias aumentavam 0,19º por década, o que corresponde perfeitamente às previsões calculadas com base nas emissões de gás de efeito estufa.

Um dos efeitos mais alarmantes da mudança climática é a multiplicação dos fenômenos meteorológicos extremos, tanto em termos de temperaturas (calor) como de precipitações (secas e inundações). Além disso, pode elevar o nível dos mares.

A alta atual do nível dos mares, de 3,4 milímetros por ano durante os últimos 15 anos, é superior em 80% às previsões feitas pelo IPCC, segundo especialistas.

Por isso, agora, em vez de uma faixa compreendida entre 18 e 59cm de aumento, os especialistas considera que, se as emissões de gases de efeito estufa não diminuírem, o degelo dos pólos provocará a alta do nível das águas marinhas de um a dois metros até o final do século.

O degelo do ártico, 40% mais rápido que o previsto pelo IPCC, significa também que os oceanos absorverão mais calor do sol, o que, por sua vez, vai acelerar o degelo dos pólos.

Por isso, o documento de Postdam destaca que, se não forem adotadas medidas eficazes, inúmeros ecossistemas sofrerão danos irreversíveis.

O desmatamento e as secas mais severas na Amazônia podem transformar, em poucas décadas, a maior floresta tropical do mundo em uma savana. Este pulmão do planeta se tornaria no maior emissor de CO2.

Para limitar o aquecimento a 2ºC é necessário que as emissões parem de aumentar entre 2015 e 2020 para, depois, diminuírem rapidamente.

"Deve-se conseguir antes do final do século uma sociedade mundial sem CO2, sem emissões de CO2 nem de outros gases de efeito estufa", é a esperança manifestada pelo documento dos especialistas de Postdam.

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domingo, 22 de novembro de 2009

Notícia no Yahoo! - Credibilidade dos líderes mundiais estará em jogo em Copenhague, adverte chanceler italiano - Yahoo! Notícias

Jo�o Jos� Baptista Neto (tpllucis@yahoo.com.br) enviou uma notícia para voc
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Mensagem pessoal:

Credibilidade dos líderes mundiais estará em jogo em Copenhague, adverte chanceler italiano - Yahoo! Notícias
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/091121/saude/onu_clima_it__lia

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Yahoo! Notícias http://www.yahoo.com.br/noticias/

Bem-vindo, Flávio

Bem-vindo, Flávio,

Agora que V. já sabe o caminho, este espaço está à sua disposição.
Avise-me quando estiver com o seu Blog pronto. Quero ser o primeiro a presitigiá-lo.

Arauto Templário

sábado, 21 de novembro de 2009

Trabalhador branco ganha o dobro do negro

Atualidades
ANO II - Nº 94
Publicado em:21.11.09
Palavras Iniciais

Dia 20 passado comemorou-se o feriado em homenagem à "Consciência Negra". Muitas festividades políticas, reconhecimento da "Capoeira" como patrimonio cultural, títulos de terras e reconhecimento de "Quilombolas", etc...Só eventos que tiveram, ou que virão a ter, repercussão política.
Como fruto da ganância por maiores lucros, tivemos aberta em nossa história a chaga da escravidão por aproximadamente 400 anos, que só deixou de existir por pressão dos demais países que não a adotavam, em função da não competitividade de seus produtos com os das economias que a adotavam. Não suportando as pressões políticas e economicas, legal e materialmente a escravidão foi abolida políticamente em 13 de Maio de 1888, por Decreto Imperial (também conhecido como Lei Áurea) assinado pela Princesa Isabel.
Após 400 anos de opressão, humilhação, castigos, anulação, não era de se esperar que a nova classe de cidadãos tivesse voz ativa, pudesse reinvidicar qualquer melhoria. Inferiorizados durante tanto tempo, viam sempre no "Branco" o Senhor...estavam acostumados a ser submissos. Não bastasse isso, a "Abolição" foi, literalmente, "Só para Inglês ver", pois ou passaram a ser remunerados em troca de moradia, alimentação, e uns parcos tostões como salário, sem qualquer condição de dignidade. Essa fase pós abolição durou por mais de 50 anos só vindo a ser minorada com a criação das Leis Trabalhistas, com Getúlio Vargas.
Em outra palavras, só tem 70 anos que o Brasil começou o movimento de libertação, ou seja, 3 gerações de "Liberdade" contra 20 de escravidão, o que não é justificativa para que não tomemos nenhuma providência para acelerar o processo de inclusão. Qual a solução?
Muito se tem discutido a respeito da necessidade de cotas para negros, pardos e outras minorias em escolas e universidades. Não estaria isso ferindo a lei que proíbe a discriminação racial, a própria Constituição, onde todos são iguais perante a Lei?

Na minha opinião, que eu acho que é a da grande maioria, a solução deveria começar por se prestigiar o máximo o Professor em todas os níveis de ensino, do básico ao superior, com melhores salários e condições de trabalho; abrir mais escolas nas periferias e regiões pobres; impor a obrigatoriedade de frequencia com uma fiscalização rígida e punição aos responsáveis que não matricularem seus filhos. Acredito que assim, dentro de 2 ou 3 gerações teremos brancos, negros e outras minorias competindo em condição de igualdade, sem favores ou complacência.

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Trabalhador branco ganha quase o dobro do negro



AE - Agência Estado

Sexta-feira, 20 de novembro de 2009, 07h00





FELIPE WERNECK



A remuneração média de trabalhadores brancos foi 90,7% maior que a de pretos e pardos em setembro, último dado disponível, aponta estudo do economista Marcelo Paixão baseado na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, que reúne dados sobre as seis maiores regiões metropolitanas do País. Desde o início da crise econômica global, o auge da desigualdade entre os dois grupos no mercado de trabalho tinha sido registrado em fevereiro, quando a renda dos brancos era 102% superior.



"Acho que qualquer queda de desigualdade é para ser comemorada. O que não se pode é ser exagerado no grau de otimismo, porque não vejo nos indicadores motivos para supor que esse ritmo de redução da desigualdade vá se manter nos próximos meses", diz Paixão, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser).



Formado em economia e doutor em sociologia, o professor tem algumas hipóteses para a redução registrada até setembro, um ano após o início da crise (em setembro de 2008, os brancos ganhavam 101% a mais). Uma delas é a retomada de investimentos na construção civil, que recebeu incentivos do governo. A participação dos pretos e pardos no setor é majoritária (59,9%). Outra explicação seria a maior presença deste grupo em setores informais, em tese menos afetados pela crise. Dados da PME mostram que o peso do setor formal era de 65% entre os brancos do sexo masculino, e de 60% entre os pretos e pardos - já entre as mulheres, era de 58% (brancas) e 47% (pretas e pardas).



"No momento em que a crise atingiu o seu momento mais complicado, as desigualdades aumentaram. Ao longo do ano, à medida em que o País foi conseguindo resistir de maneira mais forte do que se supunha, houve um declínio nas desigualdades, que ainda são muito profundas e dificilmente vão ser superadas apenas com medidas de características mais gerais", avalia o professor.



Em setembro deste ano, a maior desigualdade foi registrada na região metropolitana de Salvador, onde a remuneração dos brancos era 136% maior que a de pretos e pardos, seguido por Recife (96,5% maior), Rio (96,1%), Belo Horizonte (95,3%), São Paulo (91,5%) e Porto Alegre (51,9%). No conjunto das seis regiões metropolitanas, a taxa de desemprego das mulheres pretas e pardas foi de 11,2%, mais que o dobro da taxa dos homens brancos (5,3%).



Para Paixão, há "forte persistência da preservação de abismos" no Brasil. "Uma política de expansão do crédito e mais frouxa do ponto de vista fiscal não tem por objetivo combater desigualdades sociais nem raciais", diz ele. "Elas podem até ter esse efeito indireto, mas o ideal seria que fossem combinadas com ações afirmativas e políticas de valorização de grupos que estão historicamente numa situação de muita desvantagem. Na medida em que forem alvo de uma política positiva, essas desigualdades poderão cair de forma mais consistente." A publicação lançada ontem será mensal, acompanhando a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Hoje, em vários municípios brasileiros, incluindo São Paulo e Rio, é o feriado do Dia da Consciência Negra.

Publicado em: 20 de novembro de 2009, 07h00